Popular é aquilo

que toca o indivíduo,

sem deixar de generalizar.

 O que me faz escrever

É a tentativa de viver,

Sem ter que morrer.

Coisas belas sujas!

Felicidade? Amor?

O sonho dos não-matáveis,

a sombra dos homo Sacer*.

* Ler Giorgio Agamben. Homo Sacer (Einaudi, 1993/ Homo sacer- O poder soberano e a vida nua -UFMG).

Assim não dá...

Imagine um mundo inteiro, agora!

Quem está lá?

só você...

 

Quais contas contam a liberdade que nunca existiu?

Há contas e contas,

e o belo nunca antes visto?

A utopia é matemática e artística.

 

Pluralismo real

Na contra-mão

Não há nichos, "cults" e ilusão,

há vontade geral e a realidade dura na mão.

 

O homem nasce,

a sociedade esfarela o bom,

o campo aberto da barbárie.

 

Urgente é aquilo

entre o salário e o impossível,

o que sempre (des)encontraremos.

Viver a arte,

como se já fizessemos parte,

do que ainda é só obscuridade.

Alegrias desiguais,

sob o tempo,

um dia encontraremos.

Ser mais um.

Sublimo vontades,

em favor de iniquidades,

lapsos de originalidade.

Tentativas, tentativas...

Provo no calor da hora,

os passos firmes de outrora,

no tatear inquieto do agora.

"Entrei pra dentro de mim e não achei

Saí pra fora e não enxerguei 

Será que eu fugi?"

Adolfo S.

O acadêmico ato de ouvir alguém ler...

Obras cheias

De escritos, comentários, juízos.

Obras virgens, esquecidas, "maulidas".

Onde está a saída?

Miramos o camponês com uma

diferença,

ele é a indefinição e a esperança que perdemos.

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