Popular é aquilo
que toca o indivíduo,
sem deixar de generalizar.
O que me faz escrever
É a tentativa de viver,
Sem ter que morrer.
Felicidade? Amor?
O sonho dos não-matáveis,
a sombra dos homo Sacer*.
* Ler Giorgio Agamben.
Imagine um mundo inteiro, agora!
Quem está lá?
só você...
Há contas e contas,
e o belo nunca antes visto?
A utopia é matemática e artística.
Na contra-mão
Não há nichos, "cults" e ilusão,
há vontade geral e a realidade dura na mão.
O homem nasce,
a sociedade esfarela o bom,
o campo aberto da barbárie.
Urgente é aquilo
entre o salário e o impossível,
o que sempre (des)encontraremos.
Viver a arte,
como se já fizessemos parte,
do que ainda é só obscuridade.
Alegrias desiguais,
sob o tempo,
um dia encontraremos.
Sublimo vontades,
em favor de iniquidades,
lapsos de originalidade.
Provo no calor da hora,
os passos firmes de outrora,
no tatear inquieto do agora.
"Entrei pra dentro de mim e não achei
Saí pra fora e não enxerguei
Será que eu fugi?"
Adolfo S.
Obras cheias
De escritos, comentários, juízos.
Obras virgens, esquecidas, "maulidas".

Miramos o camponês com uma
diferença,
ele é a indefinição e a esperança que perdemos.
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